Lifehouse Na Capa De Janeiro Da Intune!

”Para o Lifehouse, o maior obstáculo deles foi se apresentar ao vivo em um show esgotado. Para o seu 4º albúm em estúdio, descrito por eles como o  Cd mais desafiador que eles já fizeram até agora, seu novo desafio foi trazer uma performance ao vivo para dentro do estúdio sem abrir mão da fórmula que fizeram eles tão bem sucedido para começo de conversa.” Leia ao artigo completo na edição de Janeiro de 2010 na revista Intune disponível agora.

ATUALIZADO:

O lifehousenation disponibilizou a entrevista para acessá-la, clique em cima da imagem ou clique aqui.

Traduzi a matéria principal da revista. Confira:

A QUÍMICA DESENVOLVIDA EM ANOS DE PERFORMANCE AO VIVO LEVOU O NOVO ÁLBUM DO LIFEHOUSE, SMOKE & MIRRORS, À NOVOS HORIZONTES.

Era uma vez onde músicos se afirmavam por performances. Atos pops começariam em clubes locais e – se eles fossem bons e um pouco sortudos – construiriam uma carreira. Lugares maiores poderiam substituir clubes; companhias produtoras de CD tornaram-se interessantes. Nessa época esses artistas entraram em estúdios param gravarem algumas músicas, eles provavelmente estariam tocando-as por meses e até anos.

Gravações digitais de baixo custo mudaram tudo isso. Os artistas agora estão interessados em construir uma carreira na Web como faziam no palco – e gravar um CD antes de tocá-los em lugares grandes. Até mesmo artistas estáveis gravam material antes de tocá-lo ao vivo.
“Nós começamos no estúdio sem nenhuma experiência ao vivo” , admite o cantor, guitarrista e compositor Jason Wade. “Então No Name Face [álbum de estréia] foi lançado e de repente nós estávamos tocando em shows lotados com Matchbox 20. Tínhamos muitas descobertas a fazer!”

DO ESTÚDIO PARA O PALCO E NOVAMENTE DE VOLTA

No estúdio, Wade achou sucesso imediato em produzir hits atraentes para rádios que também tinham profundidade sônica e textual, sendo irresistível a ouvidas repetidas. Mas se o estúdio era um lugar seguro para Wade, a transição de um compositor adolescente tímido para artista que toca em arenas não foi fácil. “Eu tinha um pavor horrível de palcos nos primeiros anos”, diz Wade. “Mas comecei lentamente a superar isso e hoje eu realmente curto performar. Eu não parei. Continuei subindo no palco todas as noites até eu começar a melhorar.”

Uma década depois – e passado por algumas mudanças pessoais – e Wade é agora um artista maduro que tem o apoio de seus amigos de banda de longa data, Rick Woolstenhulme Jr. (bateria) e Bryce Sonderberg (baixo, vocal). Depois de anos na estrada, o grupo começou a desenvolver uma ligação profunda com a música, com cada um deles como músicos, e com o público que iam aos seus shows. “Nós temos tocado em centenas de shows e de fato isso nos fez melhor”, diz Sonderbeg.
Para o novo álbum Smoke & Mirrors, o trio, juntamente com o guitarrista Ben Carey (um acompanhante de longa data que foi recentemente anunciado como membro oficial da banda), escolheu levar aquela energia “ao vivo” para dentro do estúdio. “Estamos tentando capturar o que fazemos de melhor, que é escrever uma boa música pop e tocar com energia”, diz Woolstenhulme.

Normalmente, quando uma banda entra no estúdio, ele se torna seu lar pelo tempo todo em que o CD está sendo feito. “Esse foi o primeiro CD onde unicamente vamos pro estúdio e passamos 4 meses estritamente dedicados ao álbum. Nós saímos e fazemos shows [nos fins de semana]”, Woolstenhulme diz. “Eu acho que fazer esses shows mantém a camaradagem da banda, subindo no palco tocando músicas que as pessoas conhecem e dizendo, Whoa – isso é energético!”

“O objetivo principal era manter nossos fãs ligados e manter a ‘máquina’ funcionando calmamente,” diz Jason. “Mas nós tropeçamos em um público ótimo e queremos manter aquilo funcionando. Nós realmente queríamos capturar a essência do que nós estamos fazendo nos shows de três anos pra cá. Acho que isso definitivamente nos ajudou a nos manter na linha.”

CONTROLE VS. QUÍMICA

Mas manter a linha afiada no mundo controlado de um estúdio de gravações não é fácil – especialmente se seus feitos tem construído seu público por gravar hits.

A maioria dos produtores e diretores gostam de manter os instrumentos musicalmente isolados para poderem ter mais controle sobre o som de cada faixa do CD. Isso significa que os músicos as vezes gravam em diferentes salas, escutando uns aos outros em fones de ouvido. Mesmo quando estão na mesma sala, estão separados por barreiras chamadas “gobos”. Isso pode ser uma grande experiência de confinamento quando você está acostumado a fazer contato olho a olho, se mover no palco, e escutar todos os instrumentos no mesmo lugar. “No estúdio, você está tocando, mas não é como tocar como uma banda”, diz Bryce. “Você se torna um pouco um rato de laboratório.”

Outro fator é a novidade do material. Muitas vezes, uma banda está apenas aprendendo a música pela primeira vez antes – ou durante – a sessão de gravação. “As músicas vieram para nós com apenas um violão acústico e uma voz,” diz Rick. “Não há um método em como nós criamos as partes – é mais algo como um sentimento entre todos nós.”

No balanço entre controle e química, o controle geralmente vence. De fato, muitos dos hits de hoje são gravados um de cada vez, com pouco ou nenhuma presença do grupo. Artistas solos podem criar uma música inteira projetando partes, tocando com bases pré-gravadas e usando softwares que simulam instrumentos. Mas mesmo quando uma banda inteira está fazendo o álbum como um time, é comum começarem com o que é conhecido como “faixas básicas”. O grupo se junta e tocam juntos, mas o objetivo é apenas ter uma faixa tocada na bateria; os outros instrumentos são conhecidos como “faixas projetadas”, que são geralmente jogadas foras.

De acordo com Rick, algo parece perdido quando músicos escolhem perfeição em vez de espontaneidade. “Há sempre alguma coisa em pessoas que vem tocando juntos por muito tempo e tem química lá ao mesmo tempo”, ele diz. “Quando eles tão tocando juntos – é aí que está a magia.”
Já que Lifehouse tem se tornando mais coesivo como um time num palco, a banda optou por uma nova abordagem. “Quando entramos no estúdio, nós tínhamos algumas músicas no álbum onde poderíamos nos juntar e tocar, apenas sentados em uma sala e criá-las daquele jeito,” diz Sonderberg. “’Wrecking Ball’ era uma delas: Isso cria um tipo diferente de inspiração por trás da música. Nós sempre tocamos nossos instrumentos ao vivo. Nós tentamos e gravamos ela de primeira se conseguirmos, porque geralmente é mais inspirador. Ter a experiência ao vivo debaixo dos nossos narizes foi o fator X do novo CD.

A canção “Never Damage” pode oferecer o maior exemplo tangível. “Não são tantas bandas que fazem o estilo de gravar músicas hoje em dia,” diz Rick. “É como se fosse uma música de rock progressivo. Há mudanças de tempo nela. Ela foi gravada literalmente com todos nós tocando ao mesmo tempo. Ela foi gravada provavelmente na segunda vez em que a tocamos.” A música oferece um break instrumental e um grande solo de violão – dois elementos de “performances” que se tornaram raros em músicas pop.

Mas trazer a energia ao vivo para o estúdio não foi tão simples como arranjar as coisas e se reunir pra tocar. “Eu estaria mentindo pra você se dissesse que esse CD foi fácil,” diz Jason. “Foi provavelmente o álbum mais desafiador que fizemos até hoje.”

De acordo com os membros da banda, muito desse desafio foi auto-imposto. “Antigamente, nós faríamos um CD em 3 ou 4 meses, escreveríamos 20-30 músicas, escolheríamos as melhores e as gravaríamos,” diz Woolstenhulme. “Nesse álbum nós fizemos isso algumas vezes, mas queríamos manter nosso foco maior e passamos mais de um ano nele.”

Durante aquele ano, a banda e o produtor Jude Cole decidiram que enquanto algumas músicas funcionavam muito bem com uma abordagem “ao vivo”, não estava ainda tudo certo. “De alguma maneira através do álbum, nós percebemos que a grande parte do que fazemos é escrever e gravar músicas que lidem com um grande público nas rádios,” explica Jason. “Então nosso foco mudou e começamos a nos focar não apenas no material ao vivo, mas também em aspectos mais polidos de produção que a gente faz. Não queríamos abandonar aquilo inteiramente.

Mesmo enquanto retornavam a uma formula de sucesso, a banda estava alerta em repetir aquilo.
“Acho que é muito reflexivo trabalhar com Jude Cole,” diz Wade. “Ele nos empurrou para explorar outras opções e não fixar uma fórmula para outro álbum do Lifehouse ou recriar algo porque ela foi um sucesso. Nós chegamos ao conceito e realmente mantemos o foco maior. Foi por isso que o álbum durou esse tempo todo; quando pensamos que havíamos terminado, percebemos que estávamos exatamente na metade. Nós queríamos ir adiante.”

Para manter as coisas novas, eles trouxeram novas colaborações. “Quando começamos a focar no lado mais polido, trouxemos outros compositores, como Kelvin Rudolph, que co-escreveu com Jude e eu nosso primeiro single ‘Halfway Gone’, e ela é de fato uma música pop,” diz Jason. “Eu também escrevi uma música com Chris Daughry e Richard Marx chamada ‘Had Enough’ e é uma música atraente para rádios também. Mas acho que chegamos a realização que precisamos de ambas facetas que uma banda faz para ir onde precisamos ir.”

A confiança em cada um desenvolvida no palco ajudou os membros a fazer decisões como um time. “O legal sobre essa banda é que Jason é obviamente o líder – ele foi sinalizado quando tinha 17 anos – mas faz todos se sentirem como uma parte igual, quer seja a banda, o público, produção, etc.,” diz Bryce. “Ele tem esse sentimento de acolhimento que inspira todos a trabalharem duro. Nós todos estabelecemos um compromisso durante esses anos e no último álbum, todos nós tivemos nós tivemos nossos momentos de criatividade. Nós estamos produzindo esses álbuns juntos. É importante ter a opinião de todos; é saudável. É importante quando você está começando. Trabalhar com pessoas que você gosta e que seja confortável se você tiver trabalhando sério. Você se divertirá muito mais.”

FECHANDO O CÍRCULO

De acordo com Jason Wade, o título Smoke & Mirrors alude tanto para a magia de fazer música e a natureza dual do novo CD – um disco o qual a espontaneidade da performance ao vivo pode ser ouvida junto com a precisão do estúdio. Mas finalmente, a banda tem a cautela que nem a magia do estúdio nem a performance no palco interfira no significado das músicas. “Me abastece quando eu escuto uma idéia [Jason] traz para o estúdio com ótimas letras,” diz Sonderbeg. “ Quando eu toco ao vivo, eu escuto o que ele está dizendo e definitivamente fico inspirado por quão boas as letras são.”

Com o álbum pronto, o próximo passo da banda é preparar as músicas para as performances ao vivo. “Nós estamos em turnê do último CD faz poucos anos,” diz Woolstenhulme. “Agora vamos ter um bocado de músicas novas. Essa é a melhor parte sempre: Ir para a pré-produção e tocá-las ao vivo de verdade.”

“Eu estou agradecido que esse álbum esteja pronto e vamos promover e performar esse CD ao vivo pelos próximos 2 anos,” Wade concorda. “Eu estou muito focado em ter certeza que nós caminhamos nossos shows ainda mais. Nós precisamos crescer no nível da performance ao vivo.”

Parte desse processo será descobrindo quais músicas do novo CD se tornarão as preferidas dos fãs. “Eu não sei mesmo quando estou escrevendo uma canção se ela será interpretada ao vivo,” diz Jason. “Mas acho que de fazer isso há 13 anos, eu posso meio que ver em torno de que músicas o público gira, se é a progressão de corda correta ou crescentes certos no final – Eu tenho um senso melhor para isso agora. No começo eu não tinha idéia do que qualquer público gostaria. Nós testaríamos todas as músicas que gravamos e algumas delas funcionavam e outras flopavam! Nós sabemos que músicas colocar numa set-list nesse ponto. Nós costumávamos fazer set-lists de 2 horas de músicas e tocávamos músicas que não transmitiam nenhuma reação; é sempre mais divertido para nós fazer músicas onde o público respondam.”

Enquanto muitas dos artistas em turnê hoje em dia usam bases pré-gravadas para ajudar a fazer o show ao vivo parecer com o som do CD, Lifehouse tem abrangido a tradição de tocar ao vivo no palco. “Nós sempre fomos uma banda sobre escrever bem, músicas sem tempo definido que não vão desparecer em alguns meses” diz Rick. “Mas nós sempre nos orgulhamos em ser uma banda ao vivo que toca de verdade; se as pessoas escutarem uma música na rádio e irem a um show, eles não vão ficar despontados. Nós escutamos um monte de pessoas nos dizerem que eles preferem o show do que o CD. Dessa vez, nós estamos exibindo aquela faceta no CD, para quando as pessoas irem aos shows, terem a mesma euforia, se não mais!”.

E com um ano de produção, gravação e mixação das músicas no espelho retrovisor, Sonderberg diz, todos os 4 membros estão esperando pegar a estrada e experimentar a excitação que apenas a performance ao vivo pode prover. “Quando estamos tocando para um público e nos conectamos com eles, percebemos para quem estamos criando isso.”

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