Entrevista com Rick Woolstenhulme

O site EF conversou com o baterista do Lifehouse Rick Woolstenhulme antes de seu último show em Londres no Shepherds Bush Empire e teve a oportunidade de perguntar como é para banda tocar no Reino Unido após um longo de ausência. Vejam só o que Rick teve a dizer.

Faz 8 anos desde que vocês estiveram aqui no Reino Unido. Por que vocês levaram tanto tempo para voltar?

Boa pergunta. Não sei se foi por que algumas das músicas não decolaram nas rádios por aqui ou coisa do tipo. Eu sei que passamos muitos anos nos concentrando em conseguir produções nos Estaos Unidos. Mundialmente já faz 8 anos. E nós estamos felizes de ter uma canção de volta às rádios daqui. E pela grande quantidade de público nós estamos fazendo os shows no Shepherds Bush. Tem sido incrível. Estamos extasiados devido a isso.

Eu acredito que toda a reação da audiência tem sido tremenda, especialmente segunda-feira. Vocês ficaram surpresos quão bem as músicas antigas foram recebidas pelos fãs na segunda à noite?

Ficamos muito surpresos. Especialmente quando há algumas faixas que acrescentamos no set que não tocávamos há um longo tempo. Elas são meio que cortes profundos por assim dizer. Algumas dessas faixas são abstratas e ver as pessoas cantarem todas as letras dessas músicas quando elas nem estiveram nas rádios ou em algum programa de televisão. Isso é impressionante.

Concerteza isso mostra quanto apoio vocês têm por aqui.

Definitivamente!

Agora houve um momento muito hilário quando você interrompeu Jason na segunda à noite durante o set acústico.

Risos.

Vocês fazem muito esse tipo de coisa. Vocês brincam muito e fazem apresentações improvisadas?

Isso é um pouco de como somos nos bastidores. E estamos confortáveis ao ponto de se divertimos e não levamos tudo muito sério. Entendemos que é um show e que amamos tocar para todas as pessoas, e se há muitas músicas acústicas, então, é meu trabalho colocar as coisas em seus devidos lugares. Risos.

Dar um bom chute em Jason!

Risos. Extamente.

A banda já passou por mudanças em sua formação ao longo dos anos. Mas sua música tem sido muito consistente. Isso foi algo muito difícil de se alcançar?

Essa é uma pergunta difícil de se responder. Eu acho que esse alinhamento ocorreu especialmente quando Bryce e Ben se juntaram a banda, nós soubemos logo de cara que isso seria uma união duradoura por muito tempo. E a respeito das mudanças, o processo criativo tem sido que tentamos pensar fora da caixa em cada canção. Porque não queremos voltar e fazer outro álbum que se pareça com o álbum anterior. Tem sido uma boa experiência para todos nós. Toda vez que entramos no estúdio e começamos a escrever e a gravar, tentamos pensar em algo totalmente novo. Quando nós quatro tocamos juntos simplesmente criamos esse tipo som. É quase como se quiséssemos tocar uma música country, nós tocamos e ainda sim soa como o Lifehouse tocando uma música country. Então independente da direção que sigamos a música ainda soa como nós. Especialmente neste CD, queríamos experimentar diferentes sons e esses arranjos são do tipo que são lembrados durante anos.

Vocês lançaram o novo album Smoke and Mirrors. Você pode nos dizer a respeito do nome do álbum e o tema deste CD.

O nome deste CD, Smoke and Mirrors, foi a primeira canção que gravamos para o álbum. E todos nós amamos o nome Smoke and Mirrors, pois suava muito legal. Quando nós começamos a gravar o CD, cortamos as primeiras 6 faixas que tinha este estilo de rock eletrônico americano. Então passamos a cortar também as músicas com estilo meio pop de rádio. E isso são as duas coisas que fizemos. Temos músicas nas rádios que se conectam com as pessoas e nós temos conjuntos de músicas de um rock eletrônico. Na metade da gravação do álbum, precebemos que o título Smoke and Mirrors combinava perfeitamente com o álbum. Soa como um corte no meio entre a sensibilidade pop e a sensibilidade rock e queríamos capturar ambos os lados.

É um ótimo toque a tudo isso. Foi muito difícil de gravar este álbum? E vocês gravaram alguma canção ao vivo ao contrário de gravar faixa por faixa?

Nós gravamos quase tudo ao vivo. Para alguma das faixas, queríamos experimentar um pouco isso. Sou muito persistente em conseguir gravar ao vivo e de uma só vez, e construir a faixa a partir daí. Desta vez há uma faixa chamada “It Is What It Is” onde eu gravei tudo ao vivo, depois tirei a minha bateria do primeiro verso da música e acrescentei meu MPC de ótima qualidade, que é como a máquina do Dr. Dre e toquei ao vivo para poder conseguir um som sintético mas com som ao vivo sem ser computadorizado e quantificado. Nós só queríamos ter uma leve e colorida mudança para que pessoas pudessem ouvir e que fosse diferente.

Há uma música no álbum com a participação de Chris Daughtry chamada “Had Enough” que também trás Richard Marx. Como essa coloboração aconteceu?

Jason and Chris são amigos há algum tempo. Conhecemos Chris há uns 5 anos. Nós tocamos um show juntos. Ele veio e bateu no nosso ônibus, ele era um grande fã da banda. Nós o tínhamos visto na TV. Ele veio ao nosso ônibus e foi super humilde, um cara bem bacana. Eles se tornaram amigos, Jason and Chris. E Chris é amigo de Richard Marx, eles marcaram uma seção de composição e esta faixa foi a primeira música que foi escrita. Jason trouxe essa música ao estúdio e nós a gravamos ao vivo. Fizemos duas, três passadas no máximo. Terminamos e Chris veio e cantou a harmonia. E nós ficamos muito empolgados por isso e ficou tudo ótimo.

Bryce (baixista ) canta uma música chamada “Wrecking Ball”. Como surgiu essa ideia ?

Estavamos almoçando um dia. Estivemos no estúdio formentando algumas idéias há alguns dias. E ficamos discutindo a respeito de algumas ideias, e tivemos essa ideia, de uma máquina com som de batida de tambor e fomos ao estúdio, começamos a tocar eventualmente, originalmente Jason estava cantando e estava fora de sua harmonia de voz. E Bryce veio e nós dissemos “por que você não tenta cantar”. Ele se prontificou e cantou, acabamos gostando de sua voz naquela faixa especificamente. Especialmente na Europa, as pessoas gostaram dessa música. É uma loucura. Eu acho maravilhoso ter um outro ponto de vista. Isso engrandece a banda.

Isso significa que você vai fazer algum dos vocais algumas vezes?

Risos. Você sabe que eu sempre vou dizer um dia. Vai ser uma engraçado se eu cantar qualquer coisa.

Você poderia dar um de Phil Collins e cantar e tocar bacteria ao mesmo tempo.

Nosso empresário me disse que eu deveria conseguir um microfone e fazer a voz de fundo, mas eu acho que me mexo muito quando toco. Acho que quebraria meu dente no microfone.

Qual é a sua música favorita do Lifehouse e por quê ?

Nesse momento minha música favorita é “Nerve Damage”. Ela é do novo álbum. Esta é uma faixa que tem picos e vales. É uma experiência por que nós a gravamos com sincronizações de áudios. É uma faixa cheio de mudanças e quase que tem uma pitada de programação. Tem versos sufocados que são muito soltos. E o refrão te atinge na cabeça com essa guitarra aguda. É legal como artistas, fazer uma faixa como essa em sua carreira, de ter uma dessas canções executadas. Nós tocamos essa música uma vez no estúdio e é isso que esta no cd. Nós acrescentamos alguns sons de guitarras e vocais. Ela tem uma intensidade e um avanço que estamos orgulhosos de termos capturado.

Quando vocês vão voltar novamente? Espero que não seja daqui a 8 anos!

Nós conversamos depois do show ontem à noite. Há a possibilidade de nós voltarmos para participar de todos os festivais. Isso tem cerca de 99% de chance de acontecer. Mas por agora, nós estamos tão espantados que esta turnê européia está sendo tão bem sucedida. Os planos são para que voltemos e continuemos crescendo na Europa, trabalharemos por aqui tanto quanto pudermos. Porque os fãs são incríveis. Nós nos sentimos tristes pelo fato de que alguns dos fãs que nos viram há 8 anos ainda veem ao show agora. Esperamos não deixarmos isso acontecer novamente. Risos.

Vocês ainda tem tanto apoio após estes 8 anos e isso conta muito, a música que vocês fazem alcança muitas das pessoas aqui.

Nós somos abençoados em ter fãs tão maravilhosos, para ser honesto. Eles estão com a gente há tanto tempo e estamos do outro lado do mundo, e temos ótimos fãs. É incrível.

Você poderia fazer uma seção acústica para nós quando voltar da próxima vez?

Tenho certeza de que sim.

Sem interromper como você fez com Jason.

Risos. Nós fazemos coisas acústicas e amamos reduzir ao máximo as faixas por assim dizer. Tudo se resume a guitarra, vocais e um pouco de percussão. É sempre divertido de tocar essas músicas.

Obrigado por seu tempo Rick Woolstenhulme.

Obrigado você! Foi um prazer.

O novo album do Lifehouse Smoke And Mirrors esta a venda agora.

2 Respostas to “Entrevista com Rick Woolstenhulme”

  1. Ele é muito legal né, amei o q ele disse sobre os fãs.
    Espero q em breve ele dê uma entrevista assim aqui no Brasil ;D
    Obrigada pelo post, tava doida pra ler isso!

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